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Relembrar para não esquecer!


Quarta-feira, 24.05.17

A petição "Os ex-combatentes solicitam ao Estado Português o reconhecimento cabal dos seus serviços e sacrifícios", foi admitida e tem o n.º 309/XIII/2.ª

Admissão Petição-A. República1.jpg

 

É com o sentido do dever cumprido que venho anunciar que fiz a entrega oficial da petição "Os ex-combatentes solicitam ao Estado Português o reconhecimento cabal dos seus serviços e sacrifícios", no passado dia 17/05/2017, que durante muito tempo esteve a decorrer no sítio "Petição Pública".

Foi possível obter mais de 4.500 assinaturas, preenchendo as condições para a mesma ser debatida pelos grupos parlamentares que, certamente a irão analisar e encontrar uma solução que venha ao encontro das nossas expectativas, conforme o que nela é preconizado.

Muito já foi falado e, até, legislado, sobre os direitos dos (ex)-combatentes e os deveres do Estado mas, até hoje, não foi feita justiça aos que partiram para a guerra, para terras longínquas, hoje independentes, numa função de "serviço militar obrigatório", em defesa e representação de Portugal. Não obstante, pedimos o mínimo que consideramos justo, com simplicidade e clareza, porque, sabemos muito bem que os tempos são de vacas magras e há uma enorme dívida para todos os portugueses pagarem.

Só espero que o "petróleo branco", designado por lítio, de que Portugal é uma potência mundial, venha a dar uma ajudinha a isto tudo e torne mais fácil a decisão política.

Para conhecimento de todos, aqui está a carta que me foi enviada pelo Sr. Presidente da Comissão de Defesa Nacional.

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por guerracolonial às 18:17

Terça-feira, 07.02.12

COMBATENTES(2)


Eram jovens e audazes,
Poucos mais do que rapazes,
Quando deixaram a terra!
Depois de curta instrução,
Passam a prontos e são,
Enviados para a guerra!

Embarcados num navio,
Num porão onde o bafio,
Era um cheiro constante!
Muitos dias sobre as águas,
Entre saudades e mágoas,
Entram num mundo distante!

E na terra do calor,
Encharcados em suor,
Em camiões transportados!
Por dentro de matas densas,
Percorrem léguas imensas,
Até ser aquartelados!

Quantas vezes na picada,
Uma mina rebentada,
Com uma carga bem forte!
Faz na coluna destroços
E alguns soldados moços,
Ali encontram a morte!

Colocados no quartel,
Não encontram pão com mel,
Mas uma fonte de perigos!
Quando a noite era chegada,
Ao hino da morteirada,
Iam dormir nos abrigos!

Nas patrulhas que faziam,
Alguns dos que nela iam,
Pelo seu pé não regressavam!
Traiçoeiras emboscadas,
Com minas e com rajadas,
Muitas das vidas ceifavam!

Para matar o jejum,
Esparguete com atum,
É rancho que mais se come!
Nesta vida de perigos,
Tinham mais dois inimigos,
Chamados, de sede e fome!

Dois anos de solidão,
Acabada a comissão,
À metrópole regressados!
E dos jovens inocentes,
Chegaram homens diferentes,
Com fama de “cacimbados”!

Passados cinquenta anos,
Estes milhares de Lusitanos,
Que um dia foram à guerra!
Hoje estão velhos e cansados,
Pelos governos desprezados,
Combatentes desta terra!

A. Bastos (Júnior)

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por guerracolonial às 11:28

Sexta-feira, 04.11.11

COMBATENTES

 

Na mais perfumada flor da mocidade,

Deixaram para trás os que mais amavam;

Para cumprir as ordens que emanavam,

Dos defensores da nacionalidade!

 

Num exemplo da mais pura lealdade,

Não discutiram a razão porque lutavam;

Mas muitas vezes as suas almas sangravam,

Por temor, angústia e saudade!

 

Muitos milhares para sempre tombaram,

Mas muitos mais à terra regressaram,

Do corpo e da mente estropiados!

 

A alguns mortos há quem lhe leve flores,

Porque estes já não se queixam das dores!

Porém os vivos continuam desprezados!

 

A. Bastos (Júnior)

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por guerracolonial às 20:15

Quarta-feira, 02.02.11

IMAGENS E TESTEMUNHOS DA GUERRA COLONIAL E DE QUEM PARA ELA FOI OBRIGADO!

 

 

VAMOS TODOS ASSINAR A PETIÇÃO PÚBLICA ON LINE "Os ex-combatentes solicitam ao Estado Português o reconhecimento cabal dos seus serviços e sacrifícios"

 

 

Guerra colonial – Testemunhos na primeira pessoa


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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por guerracolonial às 20:26

Segunda-feira, 10.01.11

PETIÇÃO À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA E AO GOVERNO

 

 

Caros amigos e ex-camaradas:
 

Desde o passado dia 8 de Janeiro de 2011 que foi lançada, publicamente, a PETIÇÃO "Os ex-combatentes solicitam ao Estado Português o reconhecimento cabal dos seus serviços e sacrifícios".

É óbvio que o sucesso da mesma dependerá da adesão que ela merecer por parte de todos os ex-combatentes e dos cidadãos que se revêem nesta luta.
 
Há que vencer a info-exclusão, transmitindo aos que não têm Internet e não a querem ter, que poderão, com a ajuda dos que a têm, VOTAR/ADERIR/CONCORDAR/ASSINAR.
 
Solicito e agradeço, desde já, à Comunicação Social, a todos os ex-camaradas e cidadãos anónimos que desenvolveram BLOGUES ou PÁGINAS DE INTERNET, que noticiem, de forma visível, este facto e, se possível, coloquem o texto da petição e o link para aceder à mesma.

 
Agora, é só esperar que obtenhamos um mínimo de 4.000 assinaturas, para, de seguida, enviar a petição aos Órgãos do Estado a que se destina: Assembleia da República e Governo.
 
Se pensarmos que, só nas guerras de África, foram mobilizados cerca de 900.000 militares, ficaria muito satisfeito que se obtivesse 1% de adesões.
 
Agora poderei dizer que a "bola" está do nosso lado. É necessário chutá-la e marcar golo na outra baliza!

 

Inácio Silva

 

 

 

 

COMENTÁRIO de Inácio Silva:

 

Li todos os comentários dos ex-camaradas efectuados no Blogue http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2011/01/guine-6374-p7591-ex-combatentes-da.html e apreciei todos eles, pela frontalidade e sinceridade.

Devo, aqui, louvar todo o empenho dos que, antes de mim, deram a cara e se esforçaram por conseguir algumas conquistas em prol dos ex-combatentes.

Não é despiciendo o facto de se ter conseguido a contagem do tempo de serviço militar, sendo considerado em dobro o que foi cumprido em "condições especiais de dificuldade ou perigo", bem como outras questões relacionadas com os Deficientes das Forças Armadas e o Stress Pós Traumático. Tudo isto arrancado a ferros.

Quando parecia que a Lei 9/2002 viria compor um pouco mais as nossas justas reivindicações, eis que, o D. Lei 160/2004 veio adulterar, duma forma que considero criminosa, o que aquela Lei tinha previsto.

Está patente, aos olhos de todos, que, em Portugal, só os políticos têm a vida facilitada. Basta dizer que são eles que decidem em causa própria, através da função legislativa e governativa. A seguir vem o Capital que, com a sua influência argentária, manipula, quão marionetas, os políticos. Depois, vêm os padrinhos, os afilhados, os compadres, as comadres e os boys de todos os partidos. Por fim, vêm os cidadãos anónimos que representam um maná para os políticos quando votam e quando os obrigam a pagar os impostos, taxas, emolumentos, inflacão, etc., e um incómodo, para eles, intolerável, quando reivindicam os seus justos direitos.

Aos cidadãos, resta recorrerem, afanosamente, utilizando os exíguos meios que os políticos, minguadamente, lhes deixaram (vide: Petição Pública).

Foi, pois, este, o meio que nos restou para fazer valer os nossos direitos, depois de terem falhado todos os outros, efectuados através do diálogo, da escrita e da negociação.

Só espero que esta seja a última vez que este assunto seja levado aos políticos, para uma solução definitiva, porque os ex-combatentes já não têm mais paciência de aturar estes políticos sem memória.

Independentemente de ser plausível alguma incredulidade, É HORA DE TODOS ASSINAREM A PETIÇÃO. Peçam aos vossos amigos, familiares e colegas que a assinem. É preciso ter em conta que ela se dirige aos cidadãos, no seu todo, e não, exclusivamente, aos ex-combatentes.

Um abraço a todos.

 

Inácio Rodrigues da Silva

 

 


 

 

O apelo lançado para que fosse dada a máxima publicidade a esta Petição, foi acolhido pelos seguintes Sítios da Internet, a cujos responsáveis se agradece, reconhecidamente:

 

Luis Graça & Camaradas da Guiné

http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2011/01/guine-6374-p7625-ex-combatentes-da.html

http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2011/01/guine-6374-p7591-ex-combatentes-da.html

 

Veteranos da Guerra do Ultranar

http://ultramar.terraweb.biz/

 

Especialistas da Base Aérea 12 - Guiné 65/74

http://especialistasdaba12.blogspot.com/2011/01/voo-2124-peticao-publica-on-line-de-ex.html

http://www.blogger-index.com/feed.php?id=270574 Voo 2124

 

C Caç 3482

http://c-cac-3482.blogspot.com/2011/01/peticao-publica-dos-ex-combatentes.html

 

Relembrar para não esquecer

http://guerracolonial.blogs.sapo.pt/4474.html

 

Tabanca de Matosinhos & Camaradas da Guiné

http://tabancapequenadematosinhos.blogspot.com/2011/01/p516-peticao-on-line-sobre-os-ex.html

 

Combatentes de Portugal

http://www.combatentesporportugal.org/opinioes.htm Post 224

 

Batalhão de Artilharia 741

http://batalhaodeartilharia741.blogspot.com/2010/01/toto-destacamento-de-intendencia.html

 

CArt 2732 - Guiné - Mansabá

http://cart2732.blogspot.com/2011/01/peticao-assembleia-da-republica-e-ao.html

 

Comandos-Guiné-1964a1966
http://comandos-guine-1964a1966.blogspot.com/search?q=peti%C3%A7%C3%A3o

Cart 3494 & Camaradas da Guiné

http://cart3494guine.blogspot.com/2011/01/p88-peticao-assembleia-da-republica-e.html

 

Inácio Silva

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por guerracolonial às 17:21

Sexta-feira, 03.12.10

Intervenção do Bloco de Esquerda na Assembleia da República sobre a Lei 3/2009.

A Lei 3/2009, de 13 de Janeiro, em vez de corrigir as irregularidades e ilegalidades da regulamentação à Lei 9/2002, feita através do D. Lei 160/2004, vem alterar o nome "Complemento Especial de Pensão" para "Suplemento Especial de Pensão" e confirmar as referidas ilegalidades, contra as legítimas expectativas dos ex-combatentes.

Esta forma de actuação do Governo Português, espelha bem o desrespeito que o Estado Português nutre pelos ex-combatentes da Guerra Colonial.

 

Mas, isto não fica assim.

 

Os combatentes nas guerras no ex-Ultramar Português, continuarão a lutar - agora sem armas - no sentido de serem ressarcidos dos prejuízos pessoais, familiares e materiais, originados pela ausência do seu meio familiar e do seu país, por períodos demasiado longos, para servirem em teatros de operações de guerra que decorriam nas antigas colónias portuguesas, à ordem do regime político, ditatorial, então, vigente, em condições extremamente severas.

 

 

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por guerracolonial às 19:14

Sexta-feira, 03.12.10

Veja-se como está a incultura de alguns portugueses, em relação ao 25 de Abril de 1974!

 

 

Documentário da autoria da RTP1, publicado neste blogue, com a devida vénia.

 

 

Sem comentários...

 

 

 

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por guerracolonial às 16:34

Quinta-feira, 02.12.10

Os ex-combatentes continuam a ser enjeitados pelo Poder.

A questão não está em saber se é Constitucional ou não. O que preocupa os ex-combatentes é a falta de justeza da medida governamental...

 

Com os agradecimentos ao Abreu dos Santos.

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por guerracolonial às 17:06

Quinta-feira, 10.06.10

10JUN2010 - António Barreto dá uma chicotada psicológica aos mais Altos Representantes de Portugal

 

Leia a versão integral do discurso de António Barreto. Aconselho todos os ex-combatentes a lê-lo.

 

ANTÓNIO BARRETO, intelectual e cientista social, autor  dos documentários para a RTP, “Um retrato social”, realizados em 2006, encarna, publicamente, em frente dos mais altos responsáveis do país, o sentimento e a mágoa dos ex-combatentes.

 

Confesso que não sabia que António Barreto era o responsável pela Comissão das Comemorações do 10 de Junho de 2010, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, mas foi com uma agradável surpresa que ouvi o seu discurso, quase todo virado para os ex-combatentes, preocupado em salientar o facto de não haver vários tipos de combatentes, como alguns pretendem. Existe, apenas, um tipo de combatente: aquele que em nome do seu país, serviu ou serve, em território português, ou no estrangeiro,  por mandato do Estado Português. Entenda-se que as ex-colónias, hoje países estrangeiros, eram, na altura da guerra colonial, consideradas terras sob administração portuguesa...

 

António Barreto proferiu, no meu ponto de vista, o discurso que os ex-combatentes esperavam ouvir, há mais de 40 anos, e que nenhum político ousou dizer, talvez com o receio de ser conotado com uma ou outra força política, por concordância ou discordância da manutenção das guerras do ultramar. O desassombro e a inspiração de António Barreto merece a nossa vénia e o nosso obrigado. Ele soube definir, com tamanha clareza de espírito e evidência o que levou tantos milhares de jovens a deixar as suas terras e as suas famílias, os seus amigos, os seus empregos, para serem levados, sem vontade própria, para terras que desconheciam, sem um “bilhete de passagem” que lhes garantisse o regresso.

 

A tal dívida de gratidão, tantas vezes proferida por milhares de ex-combatentes e que ventos hostis nunca permitiram que chegasse aos nossos governantes, foi – graças ao António Barreto - insuflada, à força, um a um, nos ouvidos dos governantes ali presentes. A partir de hoje, nenhum deles poderá dizer que desconhece existir uma dívida de gratidão e que ela terá que ser paga, com ou sem existência de crise.

 

É certo que o País já possui legislação sobre algumas questões que afectavam e afectam os ex-combatentes, relacionadas, justamente, com as situações mais gritantes de injustiça social, tais como, o apoio aos deficientes e aos afectados pelo stress pós traumático, mas no que respeita à questão das reformas muito há, ainda, que fazer.

 

António Barreto afirmou que "Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos”, reforçando que o “esquecimento e a indiferença são superiores”, sobretudo "por omissão do Estado".

 

Barreto acusa o Estado de ser pouco "explícito no cumprimento desse dever", avisando que está na altura de "eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre veteranos de nome e veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos".

Um antigo combatente não pode ser tratado de "colonialista", "fascista" ou "revolucionário", mas simplesmente "soldado português",.

 

O dia 10 de Junho de 2010 fica marcado, também,  por ter sido a primeira vez que os antigos combatentes desfilaram na cerimónia militar oficial do Dia de Portugal.

 

Como ex-combatente, sinto-me profundamente grato pelas palavras de António Barreto, que me tocaram o coração. Um bem-haja.

 

Inácio Silva

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por guerracolonial às 10:46

Sábado, 05.01.08

Inquérito/Sondagem aos ex-combatentes

 

 


 

A colaboração dos ex-combatentes é importante e decisiva!

Verifique as perguntas e responda de acordo com a sua sensibilidade...

 


PREECHIMENTO DO QUESTIONÁRIO

COMO PROCEDER?

 

 

Copie o questionário para uma área do seu disco. Preencha-o, correctamente e envie-lo para guerracolonial@sapo.pt.

Este questionário ficará online durante seis meses. Findo este prazo, daremos início à análise das respostas e, com base nelas, desencadearemos o processo reivindicativo junto dos Órgãos de soberania portugueses.

Ele funcionará como um barómetro e nos dará força para agirmos honestamente, com clareza e sustentados na sensibilidade e nas expectativas dos ex-combatentes, nunca, verdadeiramente, entendidas pelos nossos governantes. Só os ex-combatentes sabem o quanto custou o sangue, suor e lágrimas derramados nas terras escaldantes de África!

Como há muitos ex-combatentes que não têm internet, solicita-se a colaboração dos que a têem, que divulguem esta iniciativa, ajudando aqueles a preencher e a enviar o questionário, sempre, se possível, pela via electrónica.

Dá-se, contudo, a possibilidade do questionário poder ser enviado, pelo correio, para a seguinte morada:

Ex-combatentes, Rua Rosa Ramalho, 37 - AROEIRA

2820-121 CHARNECA DA CAPARICA

 


 

É este o aspecto do questionário, em miniatura.

 

 


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por guerracolonial às 16:06


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